O teu abraço,
Tão específico,
Caloroso rastro
De dedos finos,
Braços apertados,
Forte vontade
De chegar ao acaso,
de cheirar tua essência,
Teu perfume
E o sobressalto.
Mansa ligeireza,
Coisa tua
De corpo levitado,
Pois te enlaço, te sussurro
No meu, nosso abraço.
Dedicado à Isabela Almeida. Escrito para ela.
Por: Ítalo Héctor de Medeiros Batista
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Cantiga de Ninar
Mastigo, engulo e digiro
Dia após dia a vontade de te matar
Engano, minto, deixo pra lá
Os devaneios puros de um dia me tirar
Verde no teu peito que não posso te amar
E aémero, negro tua tristeza
Brando o caminho sem recordar
Dia após dia a vontade de te matar
Engano, minto, deixo pra lá
Os devaneios puros de um dia me tirar
Verde no teu peito que não posso te amar
E aémero, negro tua tristeza
Brando o caminho sem recordar
Como era a voz que ainda cedo deixava
Um silêncio de martírio como cantiga de ninar.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
De moça
Moça, não chore
Ele não te quer
Nem te ama mais
Não tente voltar, se puder.
Não diga que ele não consegue,
De você, longe viver,
Longe de seus lábios.
Ele rirá sem temer.
Não tente, não tente
Não tente voltar
Não o chame de amor
Ele só esperou uma desculpa
Para te deixar
Ele não te ama.
Por: Ítalo Héctor de Medeiros Batista
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