segunda-feira, 12 de julho de 2010

Controle do tempo

Eu não tenho mais controle do tempo, ele tem passado depressa sem deixar rastros para que ninguém o acompanhe. O problema é que eu considero o tempo um fenômeno natural, sim, um fenômeno natural, ele não depende de relógios para acontecer, são os relógios que dependem dele para funcionar.
Apesar desse controle perdido eu ainda tenho calculado meu tempo contigo, e vejo não ter ficado em desvantagem, até porque quando estou somando os minutos eles se multiplicam porque estou com você. De tanto ter imaginado esse tempo, ele acabou passando, e mesmo que eu não tivesse parado para observá-lo, ele teria continuado andando, e para mim que ando contando cada segundo ele tem voado como um avião em atraso de de-colagem.
Estou me sentido perdida em meio aos leões, que quando famintos devoram suas presas como se fossem as únicas.
Eu não quero te perder nem tão cedo.
Hoje as minhas forças se multiplicam porque sei que ainda resta tempo para que eu aproveite a sua presença, que me faz um enorme bem, e estou maravilhada com isso que tenho sentido, pois sei que quando partires, voltarás, para me levar contigo, seja como for, mas vou estar com você para sempre.

Bala

Era um moço jovem. Tinha lá uns 16 anos de idade.
De manhã, como estava, parecia ainda mais jovem.
5:00, Acordou no mês de Junho. “Onde está meu sol?”. Ficou acordado, mas de olhos fechados. Ainda descansava e aproveitava que a cama, os lençóis e o enorme travesseiro branco estavam frios.
5:20, Tomou leite quente, e não pensava em nada - estava num vazio branco, com O Maior – mas depois pensou e não sei o que.
Estava feliz, teria que ver pessoas, ver o céu e ver os raios...
Como já estava pronto, decidiu esperar seu amigo na calçada, tendo como objetivo ficar à tempo livre com um velho vizinho, debater qualquer coisa. Só para animar!
Seu amigo, o Camilo, chegou e os dois foram de moto através da rua, gritando, cada um, para tentar fazer o outro ouvir.
Aquele que não era Camilo não pilotava, se divertia atrás.
Já estavam silenciosos, pensando cada um para si mesmo, ou era apenas concentração.
Mas o vento não permitia dormir... E o sol atrás de todos... Não parecia! O sol entrava pelo retrovisor e acabava atingindo-os, fazendo-os fechar os olhos. Mas acabavam espiando!
Aquele que não era Camilo resolveu abrir suas asas, sentir um pouco mais do quê só vento.
Justamente!
Mas aí, não!
O sol que tanto amava... Foi tão...
Pegou-lhe nos olhos e abriram-os, as últimas coisas que o garoto viu foram um espelho, uma luz, um enfim e clarão.
O jovem que um dia fora inteligente... Não deu nem tempo para ele lembrar-se do que havia usado antes do leite...Algo que a meses o havia guardado em seus leito de espinhos e preparado sua morte de modo que ninguém podia julgar..

sábado, 10 de julho de 2010

O que sei fazer

Esperava, ao chegar na minha casa, ir direto ao encontro do meu violão. Ainda era cedo, mas o dia já tinha sido tão gostoso, tão confortante...
Eu tive chuva de manhã, tive risos e pensamentos... Nem certas notícias me deixaram taciturno.
Logo após tive reencontros, tive som, risos e abraços, palavras carinhosas... Amei meu violão e minha gaita – que tinham sido fiéis a min. – tive gosto, paciência e conhecimentos, sorrisos e pensamentos...
Eu soube amar mais uma pessoa, soube ficar, mais uma vez, nervoso. Quis não poder sair de perto e ao mesmo tempo não parar de ler. E Eu fui verdadeiro, fique feliz ao ver que consegui falar o que queria, e até mais. Fiquei confortável ao ver que eu poderia melhorar com as observações que faziam, e vi que eu poderia ser amigo de todos, de saber aproveitar o que eu desejava e que eu poderia ser sim, um pessoa tolerante e educada, que não se limita a expressar os próprios sentimentos ou a fazer o bem a alguém.
Só um dia assim, para poder ver o quão importante sou e posso ser. Sinto-me demasiado feliz, jogado numa chuva gelada de felicidade. Porque desde que eu discernir o que acreditava, o que sabia, podia falar, argumentar e enlouquecer de tanto pensar, eu pude fazer.